"Ainda não me via fora da confederação, fora do voleibol", diz Zé Roberto

Por Saque Viagem - 23/09/2016 - 14h25 - São Paulo

Confirmado à frente da seleção feminina por mais um ciclo o técnico Zé Roberto concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (23) na sede da CBV, no Rio de Janeiro, para falar sobre o trabalho até os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. O treinador, que assumiu o time adulto do Brasil em 2003, ficará mais próximo das categorias de base.
 
"Agora também passamos a coordenar o voleibol de base e isso tem sido um trabalho muito gostoso. Estão surgindo meninas novas e com qualidade. Tem uma nova geração aparecendo. As categorias de base estão trabalhando muito forte, disputando campeonatos e conseguindo bons resultados. Ganhamos o Sul-Americano sub-17 e o sub-23 e agora vamos disputar o sub-18", destacou Zé Roberto.
 
 
Zé Roberto está à frente da seleção feminina desde 2003 (Foto: Marcello Dias/Inovafoto/CBV)
 
 
Neste novo ciclo, Zé Roberto terá o desafio de trabalhar sem duas das principais líderes do bicampeonato olímpico. Fabiana e Sheilla, logo após a eliminação do Brasil na Rio-2016, anunciaram a aposentadoria da seleção. Apesar das baixas importantes, o treinador está confiante no trabalho. O objetivo, segundo ele, é manter o time verde-amarelo "entre os melhores do mundo". 
 
"A motivação é a mesma. Representar o meu país é uma das missões mais importantes que todos nós todos temos e eu tenho, e agradeço muito por isso. O grande desafio desse próximo ciclo é continuar mantendo o voleibol brasileiro entre os melhores do mundo. Hoje nós estamos em terceiro no ranking, por não termos disputado a Copa do Mundo passada, e temos que continuar trabalhando para manter o voleibol brasileiro no topo."
 
Com Zé Roberto no comando, o Brasil foi campeão olímpico em Pequim-2008 e Londres-2012, conquistou três medalhas em Campeonatos Mundiais, oito títulos do Grand Prix e venceu também Jogos Pan-americanos, Sul-americano, Copa dos Campeões, Montreux Volley Masters e Copa Pan-americana. Seu último trabalho foi na Rio-2016, torneio em que as brasileiras amargaram uma eliminação nas quartas de final para a campeã China.