Brasil dá show sobre a Alemanha e é heptacampeão do Montreux

Por Saque Viagem - 11/06/2017 - 12h42 - São Paulo

Um, dois, três, quatro, cinco, seis e sete. Pela sétima vez na história, o Brasil é campeão do Montreux Volley Masters. A nova conquista, a primeira desta renovada seleção, veio com direito a um show sobre a Alemanha, neste domingo (11), na Suíça. Jogando bem, com o bônus de uma aula de bloqueio, a equipe de Zé Roberto venceu o jogo do título em 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/18 e 25/20. 
 
Rosamaria, que virou titular nas semifinais, mostrou que quer mesmo ficar com a vaga de Drussyla ao anotar 15 pontos, números que fizeram da camisa 7 a maior pontuadora brasileira. Natália, com 12, fez sua melhor partida na competição. Quem também roubou os holofotes foi Adenízia, dona de cinco pontos de bloqueio. No total, o campeão do Montreux anotou 14 no fundamento.
 
Depois da conquista, a seleção volta para casa, onde retoma a preparação para o Grand Prix. O novo compromisso tem início no dia 7 de julho, em Ancara (TUR), contra Bélgica, Sérvia e Turquia. A seleção de Zé Roberto busca o 12º título do torneio intercontinental. 
 
 
 
Brasil foi superior à Alemanha em todos os setores da quadra (Foto: Divulgação/Montreux)
 
Com Roberta, Tandara, Natália, Rosamaria, Carol, Adenízia e Suelen escaladas como titulares, o Brasil tomou um susto no início da final com a Alemanha. Bem mais agressivas, Brinker e companhia logo colocaram 6 a 3. Para brecar a ascensão das rivais, Zé Roberto tratou de queimar o primeiro tempo. Aos poucos, a seleção se ajustou e tirou o prejuízo. Aí foi Felix Koslowski quem precisou chamar as atletas para uma conversa. No jogo do pega-pega, a Alemanha chegou próxima ao Brasil na reta decisiva. Mas, muito cordial, cedeu uma penca de pontos com tantos erros. Foram muitos. À seleção, restou comemorar o 25 a 21.    
 
Até parecia filme repetido do primeiro set. Bem mais à vontade em quadra, a Alemanha logo colocou 6 a 3 sobre o Brasil na segunda parcial. Desta vez, Zé Roberto preferiu segurar o pedido de tempo. E deu certo. Dentro de quadra, as brasileiras trataram de tirar a diferença a partir da melhora no saque. O tripé Rosamaria-Natália-Tandara continuou a fazer bonito na linha ofensiva. As bolas com Carol e Adenízia também saíram com mais naturalidade. Para completar a receita do sucesso, um bloqueio agressivo, que deixou vendidas as atacantes germânicas, derrotadas em 25 a 18. 
 
Depois de deixar a Alemanha correr solta no início dos dois primeiros sets, o Brasil começou o terceiro bem mais ligado. Nada de deixar as adversárias abrirem vantagem. E graças à combinação saque-bloqueio, que, mais uma vez, fez toda a diferença. Foi difícil para as europeias passarem pela parede amarela. A mesma dificuldade não teve Rosamaria, que continuou a ignorar a marcação adversária na entrada da rede. Edinara, que entrou no lugar de Tandara, também jogou solta pela saída. Ainda houve tempo para Amanda entrar e deixar a linha de recepção germânica ainda mais confusa. Resultado: título com 25 a 20.
 
O Brasil participou do Montreux com as levantadoras Roberta e Naiane; opostas Tandara, Edinara e Fernanda Tomé; centrais Adenízia, Carol e Mara; ponteiras Natália, Drussyla, Rosamaria e Amanda, além das líberos Suelen e Gabi.
 
A seleção já havia saído na foto de campeão do Montreux nas edições de 1994, 1995, 2005, 2006, 2009 e 2013.