Brasil e Itália fazem a final mais surpreendente dos últimos tempos

Por Saque Viagem - 05/08/2017 - 23h28 - São Paulo

O Brasil é o maior vencedor do Grand Prix, com 11 conquistas. A Itália é uma das seleções mais tradicionais da Europa. Ainda assim, começaram a edição 2017 fora do bloco dos favoritos ao ouro, condição que cabia especialmente à Sérvia e China, completas e recém-saídas do pódio olímpico na Rio-2016.
 
Enquanto Zé Roberto deu folga às mais veteranas e promoveu jovens como Rosamaria, Bia e Drussyla, Davide Mazzanti iniciou uma grande renovação na Azzurra após o fiasco olímpico. Saíram Del Core, Lo Bianco, Centoni e outros ícones para dar lugar a Malinov, Egonu, Caterina Bosetti e Sylla.
 
Neste domingo (6), a partir das 9 horas (de Brasília), brasileiras e italianas protagonizam a final mais surpreendente dos últimos tempos. A decisão antecipada, que não vingou, virou disputa da medalha de bronze. Surpreendidas, chinesas e sérvias brigam por um lugar no pódio antes, às 4.
 
“Temos que entrar com essa energia para a final contra a Itália. Estamos em um novo ciclo e esse time nunca tinha jogado junto. Tivemos altos e baixos na competição, mas sempre acreditamos muito no trabalho realizado e o resultado apareceu. Estamos em mais uma final de Grand Prix e vamos em busca desse título”, garantiu Natália.
 
Junto com as companheiras, Natália passou por momentos tensos na competição. Com as derrotas para a Tailândia e Japão na segunda semana, as brasileiras chegaram à etapa de Cuiabá (MT), a última da etapa de grupos, necessitadas por vitórias sobre Bélgica, Holanda e Estados Unidos. Não havia espaço para erros. Era vencer ou nem chegar a Nanjing (CHI).
 
 
Brasil conviveu com as quase eliminações no GP (Foto: Divulgação/FIVB)
 
 
Na Fase Final, mais um drama: a classificação às semifinais só veio após uma ajuda da China, que derrotou a Holanda no tie-break depois de salvar seis match points. A Itália teve um caminho mais tranquilo. Nas finais, garantiu a classificação logo no primeiro jogo, no triunfo sobre os Estados Unidos.
 
E um dos pontos altos da Azzurra é a linha de recepção, a mais regular entre as seleções classificadas para as finais. Lucia Bosetti, Caterina Bosetti e De Gennaro dão tranquilidade a Malinov. Chama a atenção também como a levantadora aciona com frequência as centrais Chirichella e Folie. A bola de segurança é sempre a oposta Egonu, que tem ignorado os bloqueios.
 
Porém, apesar de tantos altos e baixos, o Brasil carrega ligeiro favoritismo para o jogo do título. Se repetir o voleibol das semifinais com a Sérvia, quando fez sua melhor apresentação em termos táticos, o 12º título fica mais perto. Em busca da inédita conquista, a Itália disputa apenas a segunda final na história. A primeira, em 2004, foi justamente com as brasileiras.
 
“Tudo valeu muito a pena. Estávamos quase eliminados da competição, enfrentamos a Sérvia, que era uma das favoritas ao título, jogamos bem e conseguimos aplicar em quadra o que vínhamos treinando. Esse foi nosso melhor jogo taticamente no Grand Prix. Esse jogo serviu de aprendizado para nosso grupo”, garantiu o técnico Zé Roberto.