Com Rosa a Tandara inspiradas, Brasil joga bem, despacha China e se garante na final

Por Saque Viagem - 10/06/2017 - 18h24 - São Paulo

Dentro do calendário do vôlei, o Montreux Volley Masters é encarado como aquecimento para a temporada, a ponto de nem todas as seleções levarem força máxima para a Suíça. Mas, para o Brasil, a semifinal do torneio até parecia uma Olimpíada. Ou um Campeonato Mundial. Foi com este espírito de último jogo da vida que a seleção de Zé Roberto entrou em quadra neste sábado (10), para desafiar a China, na busca pela vaga na grande decisão. Em sua melhor apresentação da temporada, as brasileiras anotaram 3 sets a 1 (25/17, 25/22, 27/29 e 25/16) para ficar mais perto do heptacampeonato.
 
E ele pode chegar neste domingo (11), na final com a Alemanha. O jogo que vale o ouro acontece às 11 horas (de Brasília), com transmissão do SporTV. As alemãs foram as únicas a derrotar as brasileiras na edição 2017 do Montreux, ainda na primeira fase. Mais cedo, às 8h30, as chinesas disputam a medalha de bronze com a Argentina.  
 
 
Rosamaria foi titular e marcou 22 pontos nos 4 sets (Foto: Divulgação/Montreux)
 
Em busca da vaga na grande final do Montreux, o Brasil veio com uma novidade para a semifinal com a China. Na segunda posição de ponteira, Rosamaria, destaque contra a Tailândia na última rodada. E a camisa 7, que vinha sendo a terceira opção (atrás de Drussyla e Amanda), fez valer a aposta de Zé Roberto. Em sete tentativas, colocou seis bolas no chão. O setor ofensivo do Brasil, bem mais inspirado, fez toda a diferença no primeiro set, vencido de forma tranquila por 25 a 17. 
 
A virada de set fez mudar o jogo. Aquela China frágil, que tomou um caminhão de pontos do Brasil na primeira parcial, sumiu. Em quadra, deu o ar da graça uma equipe mais firme no ataque e bloqueio. Com isso, o jogo ficou mais parelho. O Brasil só conseguiu desgarrar das rivais com a chegada de Roberta ao saque. O sexteto de amarelo se aproveitou muito bem e chegou a 11 a 7. Mas as orientais não desanimaram. Pelo contrário. Também via saque, chegaram à virada em 17 a 16. Porém, nada abalou as brasileiras. Com fome de bola, o time de Zé Roberto contou com os ataques matadores de Rosamaria e Tandara para abrir 2 a 0.
 
Assim como aconteceu no segundo set, Brasil e China jogaram ponto a ponto no início do terceiro set. Roberta apostou mais em Tandara, que, assim como Rosamaria, esteve em jornada inspirada. A China, por sua vez, manteve o saque agressivo, o que causou problemas às brasileiras. A situação só não ficou tão complicada porque as atacantes resolveram, principalmente Tandara e Rosamaria. Nos momentos de pressão, as orientais também falharam. Desta forma, a seleção teve a chance de fechar a disputa, mas não aproveitou e pagou caro por isso. No saque sobre Rosamaria, que errou no golpe de vista, a China venceu a parcial em 29 a 27.
 
Para a China, o quarto set era o da sobrevivência no Montreux. Para o Brasil, a passagem para a decisão. Diante dos desejos distintos, o equilíbrio novamente se fez presente desde as primeiras trocas de bola da parcial. Foi difícil para uma seleção conseguir criar gordura sobre a outra. A situação ficou melhor para o Brasil após três erros em sequência da China, que viu as rivais abrirem 14 a 10. O sexteto de vermelho sentiu e se perdeu de vez em quadra, a ponto de o Brasil abrir 20 a 11. Ao time de Zé Roberto, bastou administrar a vantagem para comemorar a passagem à decisão. E ela veio na bola de xeque de Adenízia (25/16).  
 
Inspiradas, Rosamaria e Tandara foram as maiores pontuadoras do Brasil. Cada uma marcou 22 pontos. Do outro lado, Gong fez 20.