Com saque pesado, Vôlei Nestlé dá show, bate Praia e sobe para 2º

Por Vanessa Kiyan - 23/02/2017 - 21h27 - São Paulo

Um confronto entre segundo e terceiro colocados da Superliga feminina, recheado de medalhistas olímpicas, sugere ser equilibrado, disputado ponto a ponto, não é mesmo? Mas e quando um dos times está pra lá de inspirado no saque? Com o fundamento funcionando muito bem, sobretudo quando direcionado sobre Ramirez, o Vôlei Nestlé deu poucas brechas para o Dentil/Praia Clube na disputa desta quinta-feira (23), no José Liberatti, pela oitava rodada do returno. Foi um 3 a 0 (25/15, 25/22 e 25/22) para lavar a alma das osasquenses, que vinham de derrota amarga para a Camponesa/Minas na última rodada.
 
O resultado foi ainda mais comemorado porque colocou o time de Luizomar de Moura de volta à segunda posição geral. São 15 vitórias e 45 pontos ganhos. O Praia Clube, que fez uma partida bem apática em Osasco (SP), se manteve com 43 e caiu para o terceiro posto. A chance de dar a volta por cima é no próximo sábado (4), às 14h10, com a Camponesa/Minas em Uberlândia (MG). Um dia antes, às 21h30, o Vôlei Nestlé protagoniza o maior clássico do voleibol brasileiro diante do Rexona-Sesc, no Rio de Janeiro, com SporTV. As disputas são válidas pela nona rodada do returno. 
 
 
Vôlei Nestlé, de Tandara, fez 3 a 0 sobre as riviais (Foto: Marcello Zambrana/Fotojump)
 
 
A estratégia do Vôlei Nestlé foi bem clara desde o início do clássico: forçar o saque sobre Ramirez. As praianas se saíram bem até o quarto ponto, quando chegaram a liderar o placar (3/4). Mas foi só Bjelica acertar a mão no saque para o jogo desenrolar para as osasquenses, que viraram para 10 a 4. Diante do desequilíbrio do grupo, Ricardo Picinin pediu tempo. De nada adiantou. O Vôlei Nestlé seguiu superior em quadra, com ampla vantagem no marcador (21/13). Nem a entrada de Ellen no lugar de Michelle, na reta final da parcial, fez o Praia Clube se encontrar. No ataque de Bjelica, o Osasco fechou o passeio em 25 a 15.
 
O time de Uberlândia se mostrou maduro e não se abalou com a derrota folgada no primeiro set. Com Ramirez mais escondida na linha de passe, o elenco de preto jogou de igual para igual com as donas da casa. Ao menos, até o nono ponto (9/9). Em meio ao excesso de erros do Praia Clube, o jogo desandou. Com isso, Picinin foi obrigado a parar a disputa em 11 a 14. E deu certo a estratégia. Os erros passaram para o outro lado, e o Praia chegou ao empate em 15. Desta vez, foi Luizomar quem chamou o grupo para conversar. Após vencer a irregularidade, e contar com três erros seguidos de Ramirez, o Osasco virou para 25 a 22.
 
O Vôlei Nestlé tomou um susto no terceiro set ao tomar de cara 3 a 0. Mas, como foi em toda a disputa, as anfitriãs souberam reagir. E da melhor forma, marcando logo cinco pontos. Diante da dificuldade da equipe em virar bola, Picinin trouxe Carla para a vaga de Ramirez (5/3). A troca de atacante não mudou o panorama do set, completamente favorável ao elenco de rosa. Tão favorável que nem um erro grosseiro de Dani Lins na bola de xeque, sozinha na rede, diminuiu a confiança do grupo. Até porque as mineiras, pouco inspiradas, erraram muito. Mas muito mesmo. O Osasco não perdoou e fechou em tranquilos 3 a 0. 
Dani Lins foi eleito a MVP do clássico.  
 
 
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