Com sonho realizado, Zé Roberto lança time e mira conquista da Superliga

Por Vanessa Kiyan - 11/12/2016 - 13h40 - São Paulo

Hinode/GRB Barueri foi apresentado em SP para uma plateia de 35 mil funcionários (Foto: Saque Viagem)

Hinode/GRB Barueri foi apresentado em SP para uma plateia de 35 mil funcionários (Foto: Saque Viagem)

Três vezes campeão olímpico, o técnico Zé Roberto volta ao comando de um time no Brasil de forma mais modesta: com uma equipe na Superliga B, composta por jogadoras que estavam sem mercado. A realidade do Hinode/GRB Barueri, pelo menos no quesito elenco, passa longe dos grupos estrelados de Vôlei Amil, Osasco e Dayvit, outros projetos liderados por Zé Roberto.
 
Ao menos, até o fim desta temporada, quando o principal objetivo do Barueri é conquistar a vaga na elite do Nacional. Se o GRB Barueri confirmar o favoritismo no torneio classificatório, a parceria com a Hinode continua por mais uma temporada. A boa notícia é que o patrocinador máster tem a mesma ambição do tricampeão olímpico: fazer do novo time um dos maiores do País, forte o suficiente para conquistar a taça da Superliga.
 
As ambições do novo projeto foram apresentadas por Zé Roberto e pelo presidente da patrocinadora, Sandro Rodrigues, nesse sábado (10) em São Paulo, durante um evento para 35 mil vendedores da marca de cosméticos. Também presente, o elenco sentiu de perto a euforia da nova torcida, que recebeu com entusiasmo Erika, Suelle, Ana Cristina, Fê Isis, Michelle Daldegan e companhia.
 
“Estou celebrando um sonho antigo, com a montagem de um time na cidade de Barueri, e com um patrocinador importante. Estou muito orgulhoso de representar a Hinode e Barueri. A ideia começou do avesso, as jogadoras acreditaram na ideia, na proposta, vieram sem ganhar nada até aparecer um anjo em nossas vidas. A expectativa um dia é ganhar a Superliga”, comentou Zé Roberto.  
 
Tratado com reverência pelos milhões de vendedores, Rodrigues se mostrou menos contido que o treinador do Bauru. “Nós vamos ganhar a Superliga.  Nós vamos ser campeões da Superliga”, afirmou empolgado, para depois questionar: “quero saber se a gente vai ganhar do Osasco.” A capitã Erika, que estava no palco ao lado do homem-forte da Hinode, lembrou: “E do Rio também”.  
 
 
 
 
 
 
As respostas ainda não virão até esta temporada. Até porque o Barueri precisa vencer antes a Superliga B, competição que começa no final de janeiro. O grupo, que jogou a Taça Prata na condição de voluntário, estreia no dia 24, dentro de casa. “Na Taça Prata, tivemos uma amostra muito importante para o projeto, com 2,5 mil pessoas na estreia. Conseguimos muitos adeptos, muita gente está nos apoiando em Baureri”, disse Zé Roberto.
 
Empolga também o comandante a oportunidade de retomar o trabalho de base do Barueri, que estava parado pela falta de apoiadores. No próximo final de semana, Zé Roberto acompanha as seletivas para escolher os novos talentos do clube. “Barueri tem a tradição de revelar jogadoras para as seleções de base. Espero que a gente consiga novos talentos para o voleibol brasileiro.”
 
A comissão técnica de Zé Roberto é composta por integrantes da seleção feminina, como o preparador físico José Elias Proença e o auxiliar Wagão, além de ex-profissionais do Vôlei Nestlé, casos do fisioterapeuta Fernando Fernandes, estatístico Fabio Simplício e supervisor Benedito Crispi.