Europeus são os favoritos ao título. Rexona corre por fora.

Por Saque Viagem - 06/05/2015 - 08h14 - São Paulo

Ao menos no papel, Dínamo Krasnodar-RUS e Eczacibasi-TUR correm na frente na briga pelo título da edição 2015 do Mundial de Clubes. Com elencos milionários, que formam verdadeiras seleções globais, russas e turcas têm também em comum a trajetória na temporada. Venceram, respectivamente, a Copa CEV e Liga dos Campeões, os dois torneios mais desejados do continente, mas foram mal nos campeonatos nacionais.
 
Com a missão de conduzir Sokolova, Fernanda Garay, Fabíola, Kosheleva e Calderon, o técnico Konstantin Ushakov é cauteloso. "Temos algumas jogadoras famosas no nosso time, mas o principal é ter um bom time. Estamos tentando estar no melhor nível. Queremos mostrar o nosso melhor e brigar em cada jogo", afirmou o russo.
 
No andar abaixo aparecem Rexona-Ades e Volero Zurich-SUI. As cariocas, ao contrário da participação em 2013, não têm nenhuma estrangeira de peso no elenco. A falta de uma definidora de mais potência, como Sarah Pavan, pode pesar. Gabi e Natália, porém, estão em estado de graça e podem compensar. Há outro fator a favor: o desejo de dar a Fofão o último grande título da carreira.
 
Maior campeão suíço, o Volero joga com a torcida a favor, uma vantagem e tanto sobre os adversários. No elenco, jogadoras com passagem por seleções dos Estados Unidos, Cuba e Azerbaijão. Recai sobre Thompson, Rabadzhieva, Rykhliuk, Sanchez, Popovic e Mammadova a esperança do torcedor local em ver o Volero campeão mundial pela primeira vez. 
 
"Somos um time forte, que joga em alto nível. Nossa preparação foi boa, estamos focados e confiantes. Nosso primeiro objetivo é sobreviver no grupo (composto por Rexona-Ades e Mirador). Não podemos subestimar ninguém. Espero que a torcida possa nos empurrar", afirmou o técnico do Volero, o recém-contratado Avital Selinger.
 
 
 
 
E não seria surpresa se o Hisamitsu Springs-JAP tirasse um destes times do pódio. O campeão asiático tem caras conhecidas da seleção japonesa, como Shinnabe, Nagaoka e Ishii. Sua principal estrela, porém, é dúvida para o Mundial de Clubes. Ex-Rexona, Mihajlovic torceu o pé e ainda não sabe se joga em Zurique (SUI).
 
"Todos os times são mais altos e têm jogadoras mais potentes que as nossas. Os times japoneses sempre precisam pensar muito para vencer os outros. Mas temos um grande espírito e queremos vencer", avisou a técnica Kumi Nakada.
 
Representando a Norceca, o Mirador-DOM não tem um bom retrospecto no Mundial de Clubes. Em duas participações, 2010 e 2011, venceu apenas os times africanos. Para esta edição, o técnico Marcos Kwiek conta com a experiência de Marte e Eve, além da juventude  de Brayelin Martinez, todas da seleção dominicana.
 
"Não temos times profissionais na República Dominicana. Temos jogadoras com apenas 14 anos (Natalia Martinez) aqui. Elas querem jogar em um bom nível. Competições como essa ajudam no desenvolvimento", observou o treinador brasileiro, que há anos lidera o projeto dominicano voltado para o voleibol. 
 
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