Novo técnico, Renan não teme comparações com era Bernardinho

Por Saque Viagem - 11/01/2017 - 17h36 - São Paulo

Renan: "Há dois dias não durmo. Desde o momento que vi que teria que tomar essa decisão" (Foto: Marlon Falcão/Inovafoto/CBV)
 
 
Ser técnico de uma seleção do tamanho da do Brasil já seria um senhor desafio para qualquer profissional. Desafio que ganha a máxima potência quando se sucede a era mais vitoriosa já vivida por qualquer time nacional do voleibol mundial.
 
Mais novo treinador da seleção masculina, Renan dal Zotto está consciente que sua gestão será comparada com a de Bernardinho, que ficou à frente da equipe verde-amarela por quinze anos. 
 
Ao todo, foram 32 títulos, sendo duas medalhas de ouro olímpicas, três de Campeonato Mundial e oito de Liga Mundial. Ninguém no voleibol mundial venceu tanto quanto Bernardinho. 
 
“Comparações podem acontecer, é inevitável, mas a expectativa é que continue tendo resultados. É muito difícil, o Brasil é há quase 13 anos o líder do ranking mundial”, comentou Renan, nesta quarta-feira (11), após ser oficializado no cargo. 
 
O último trabalho de Renan como técnico foi há oito anos. O ex-ponteiro, ícone da seleção na década de 80, acumula passagens pelo Palmeiras/Parmalat, Frigorífico Chapecó, Olympikus e Cimed, onde conquistou quatro vezes o título da Superliga.
 
 
Bernardinho venceu 32 títulos com a seleção masculina (Foto: Divulgação/FIVB)
 
 
Renan herda uma seleção que tinha a cara de Bernardinho: não era a mais talentosa, mas era a que mais suava em quadra. Na construção do novo trabalho, pode contar com líderes da Rio-2016, como Bruninho e Lucão, com fôlego de sobra para seguir até Tóquio-2020.
 
"A filosofia e metodologia de trabalho estão muito alinhadas com a da comissão técnica campeã, até porque estava lá dentro”, disse Renan. "A influência (do Bernardinho) no trabalho sempre será positiva. Sei que irá me ajudar nos momentos de dificuldade."
 
Renan foi dirigente da CBV até o final do ano passado. Agora na condição de técnico, pretende acompanhar in loco jogos da Superliga, Copa Brasil e campeonatos da Europa. Seu primeiro grande compromisso com a seleção deve ser a Liga Mundial, em junho. 
 
"Há dois dias não durmo. Desde o momento que vi que teria que tomar essa decisão.”