VakifBank vence Rexona e se sagra bicampeão do mundo

Por Saque Viagem - 14/05/2017 - 09h33 - São Paulo

A missão do Rexona-Sesc parecia perto do impossível na final do Mundial de Clubes: vencer nada menos que o VakifBank-TUR, o melhor time da Europa e dono do elenco mais poderoso do planeta. Mas, como gostam de dizer as atletas, o jogo é decidido dentro das quatro linhas. Bem mais modesto, com um sexteto formado apenas por brasileiras, e por brasileiras que não são titulares da seleção, o grupo liderado por Bernardinho foi até onde pôde na luta pelo inédito título mundial.
 
Mesmo sem apresentar seu melhor voleibol, deu trabalho à equipe de Istambul (TUR), neste domingo (14), em Kobe (JAP). Por algumas vezes, chegou a liderar o marcador no Green Arena. Mas, para vencer o melhor time do mundo, era preciso mais. Era preciso uma jornada mais do que perfeita. Ainda mais quando Ting Zhu marca 19 pontos. Contando com seus valores individuais, o VakifBank se sagrou pela segunda vez em sua história campeão do Mundial de Clubes ao anotar 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/21 e 25/21.
 
Em cinco jogos disputados, foi a quinta vitória de Zhu e companhia na edição japonesa. As campeãs da Superliga, por sua vez, acumularam três resultados positivos e dois negativos, ambos para as turcas (o primeiro havia sido na fase classificatória).  Com o vice-campeonato, o Rexona repete sua melhor campanha em Mundiais. Em 2013, perdeu para o mesmo VakifBank na final. O Volero Zurich-SUI, que mais cedo venceu o Eczacibasi-TUR em 3 a 2 na disputa pela medalha de bronze, completou o pódio da edição 2017. 
 
 
VakifBank foi campeão do mundo em 2013 e 2017 (Foto: Divulgação/FIVB)
 
O VakifBank pode até ter o melhor time do mundo, mas o início do primeiro set mostrou um Rexona corajoso, disposto a protagonizar uma senhora zebra na Green Arena. Porém, após fazer 6 a 6, a equipe de Bernardinho desandou a errar e deixou as turcas abrirem. A retomada do melhor ritmo veio na segunda metade da parcial, quando o bloqueio passou a tocar mais nos ataques de Zhu e companhia. A distância, no entanto, era grande demais. Resultado: 25 a 19 para o time de Istambul.
 
O enredo da decisão mudou no início do segundo set, bem mais favorável às brasileiras. Com a mão boa no saque, o time do Tijuca pressionou as turcas, que erraram. E muito. Em bom momento, o Rexona chegou a abrir cinco pontos de diferença sobre as campeãs europeias (10/5). A concentração, porém, caiu e, com ela, o bom rendimento nos fundamentos. O saque já não saiu mais, assim como o ataque e contra-ataque. A linha de passe também falhou. O VakifBank não perdoou e virou para 25 a 21.
 
Cada vez mais perto do bicampeonato mundial, o VakifBank entrou no terceiro set disposto a não prolongar mais a final em Kobe. Naz, com a bola nas mãos, usou e abusou de Zhu e Sloetjes. Ficou difícil para o Rexona, bem mais baixo que as turcas, conseguir marcá-las. Na reta final, o time de Bernardinho voltou a crescer e, no ataque de Gabi, chegou ao empate (19/19). Porém, a empolgação durou poucos minutos. O VakifBank retomou seu melhor ritmo para, no ataque de Hill, fazer 25 a 21 e comemorar o título mundial. 
 
Monique, com 10 pontos, foi a maior pontuadora do time carioca na decisão. 
 
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